terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O TEMPO


Hoje, sentada em uma praça, quase em transe, vi pessoas transitarem diante de mim e foi como se eu estivesse me transportado numa tela da vida real.
Jovens com cabelos brilhosos e esvoaçantes, rindo alheia a tudo a todos, sem problemas, sem medo, simplesmente vivendo aquele momento, que para elas era eterno, intocável, como se não existisse amanhã, como se a velhice estivesse muito distante.
Parei para pensar, que já estivesse no lugar daquelas jovens. Cheguei até a sentir o frescor da juventude em minha pele, a brisa calma e serena beijando meus cabelos, meus sonhos. Ah! Meus sonhos. Quanta importância eu dei a eles. Pensei ser e ter meu destino nas mãos e lutei com avinco para chegar as minha metas, que metas ...
Hoje na praça, meio perdida, vi esses sonhos todos em desalinho, desfeitos, e nunca me senti tão cansada como naquele momento, respirei, disfarçadamente limpei uma lágrima e a passos lentos caminhei para a minha realidade.
O tempo foi e eu fiquei sonhando.