terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O TEMPO


Hoje, sentada em uma praça, quase em transe, vi pessoas transitarem diante de mim e foi como se eu estivesse me transportado numa tela da vida real.
Jovens com cabelos brilhosos e esvoaçantes, rindo alheia a tudo a todos, sem problemas, sem medo, simplesmente vivendo aquele momento, que para elas era eterno, intocável, como se não existisse amanhã, como se a velhice estivesse muito distante.
Parei para pensar, que já estivesse no lugar daquelas jovens. Cheguei até a sentir o frescor da juventude em minha pele, a brisa calma e serena beijando meus cabelos, meus sonhos. Ah! Meus sonhos. Quanta importância eu dei a eles. Pensei ser e ter meu destino nas mãos e lutei com avinco para chegar as minha metas, que metas ...
Hoje na praça, meio perdida, vi esses sonhos todos em desalinho, desfeitos, e nunca me senti tão cansada como naquele momento, respirei, disfarçadamente limpei uma lágrima e a passos lentos caminhei para a minha realidade.
O tempo foi e eu fiquei sonhando.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

SAUDADE DOI




Saudade ...
Tudo vira saudade ...
Uma música nos remete a um tempo que deveria ser congelado.
E dói.
Uma criança na calçada, nos joga ao túnel do tempo e nos vemos solta, alegre a brincar sem esperar nada do futuro.
E dói.
Uma paisagem, exibe o perfume de um amor tão jovem e ingênuo quanto a própria idade.
E dói.
O andar de alguém nas ruas, nos imobiliza pela semelhança de pessoas queridas.
E dói.
Dói...... Dói...... e Dói.
Por que saudade é uma dor interminável, intocável.
Respiramos fundo e lá vem a saudade nos estrangular, afinal, podemos relembrar, mas nunca mais podemos tocar o passado.
Podemos até sentir as mesmas emoções, mas nunca mais lutar por elas.
È um filme que sabemos como vai acabar.
E dói.
Que bom que sentimos essa dor.
Ela é a prova concreta de tempos vividos, mais jamais esquecidos.

domingo, 25 de janeiro de 2009

CUIDE BEM DO SEU AMOR


Cuide bem do seu amor, o veja sempre como a sua primeira emoção ao encontra-lo! ... ...
Cuide com cuidado,com atenção que se dê a uma criança! ... ...
Regue-o a cada dia, como se tivesse prestes a morrer.
Olhe-o com o olhar de uma ternura infinita.
Abrace-o, forte e delicadamente, como se tivesse nos braços a fragilidade de uma porcelana.
Sinta-o na sua essência.
Beije-o lentamente, para que não se perca nada, nesse momento.
Zele por teu sono, por teu sonhos, por teus pesadelos.
Fique sempre atenta a todos os caprichos, de que o AMOR é capaz de ter.
Se tiver todos esses cuidados e ainda assim o perder, descobrirá entre lágrimas que não foi amor que você viveu, foi simplesmente a louca e irrefreável carência de Amar.

Escrito por Lucíola em 26/01/2009.

sábado, 17 de janeiro de 2009

COMPREENDER, EIS TUDO.


Compreender o curso da vida é impressionante! ...
Meditar sobre ela é ainda mais chocante do que se possa compreender. ...
A minha ignorância é tamanha, que quando penso entro no turbilhão de duvidas.
Ao nascer deveríamos compreender , o inevitável, a morte.
Será que simplificaria nossas vidas? ... ...
Queremos ser felizes, rir a toa, brincar sem consequências, não temer o medo e ser simplesmente crianças adultas.
Nascemos com o coração palpitante, com os olhos marejados de luz fosforescentes de curiosidades mil, desponta em nós um mundo inacreditávelmente sedutor, e aí mergulhamos no auge de uma juventude inconsequente.
CRESCEMOS.
Atravessamos mil caminhos, mil encantos, e desencontros, como se tudo fosse eterno, tudo nos entorpece a alma.
O mundo é nosso, sonhamos, investimos, por que a juventude é energia pura.
Vamos cheio de graça e razão, com a sensação óbvia da imortalidade, somos infáliveis dentro de nossos erros.
Sabendo-se vitoriosos, seguimos em frente, levantando a bandeira de uma jovialidade que acredita-se ser eterna.

Escrito por Lucíola em 15/01/2009.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

INTROSPECÇÃO


Pairo os olhos no horizonte verde e soberano.
Respiro fundo, sentindo cada fibra do meu ser se dilatando.
De mansinho fecho os olhos, saboreando uma brisa suave e carinhosa, me afagando.
Sorrio para mim mesma, plena, convicta.
Sei que não sou de lá e nem de cá, não pertenço a nenhuma tribo. Sou quem sou, é mais do que bastante.
Guardo no peito a minha história que ninguém pode roubar.
Entrei na tempestade da vida, caí e levantei...caí e levantei... quantas vezes nem eu sei. De diversas maneiras me machuquei, me esfolei.
Chorava, lamentava, mas erguia como a Fenix, sempre forte e renovada tornando a cada golpe mais imbatível.
Muitas estradas percorri, muitas lágrimas calada eu bebi e nada pode deter meus passos.
A batalha não esta ganha. Amanhã novos tormentos terei que superar, mas o amanhã é outro dia.